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5 erros tecnológicos comuns em Hollywood


CSI
Tecnologia e ficção andam de mãos dadas. Quantos filmes Hollywood já não produziu com a temática hacker, ou que envolvam computadores? Quantos programas de investigação policial dependem de sistemas informatizados para a solução dos crimes? Contudo, muitas vezes os diretores e roteiristas abrem mão da realidade em troca de uma narrativa mais interessante, por mais absurdo que algumas coisas possam parecer ao espectador.

Isso acontece porque Hollywood precisa de imagens fortes e atraentes para chamar a atenção do público visualmente. Uma pessoa sentada em frente a uma tela preta estática com letras brancas não dá o mesmo impacto do que várias imagens piscantes e coloridas, por exemplo.

Apostando na “suspensão de descrença”, necessária para que quem esteja assistindo se identifique com a história, filmes abusam de falhas tecnológicas que colocam em xeque a realidade das tramas. Confira a seguir alguns exemplos que mostram que filmes e séries muitas vezes entendem a tecnologia de forma errada.

Acesso permitido
Imagine que você esteja invadindo uma instalação militar secreta e precisa acessar o computador central para conseguir os dados. Então, o sistema pede uma senha e você tenta “123456”, mas uma mensagem de “Acesso Negado” o informa de que algo está errado. Depois de algumas tentativas, por sorte, você acerta a senha e é recompensado com a mensagem “Acesso Permitido”, exatamente como acontece quando você acerta a senha de seu e-mail, por exemplo. Ou não?

Isso não acontece na vida real e é um exemplo de como Hollywood depende de imagens impactantes. Quando você digita sua senha corretamente, o sistema não precisa informar que o acesso está liberado. Ele simplesmente exibe os dados que antes estavam protegidos, exatamente como quando você acessa sua conta nas redes sociais, e-mail, e outros serviços.

Reprodução

Vírus alienígena
Essa é famosa porque trata-se de um blockbuster. É o filme Independence Day, de 1996, que mostra a luta dos terráqueos contra grandes naves alienígenas que ameaçam destruir o planeta. Como última alternativa, David Levinson, interpretado por Jeff Glodblum, decide criar um vírus de computador para derrubar as defesas da nave-mãe e possibilitar um contra-ataque fatal.

Você sabe como funciona um vírus? Ele é um tipo de programa malicioso que se aproveita de falhas do sistema para causar algum tipo de dano à vítima. Entretanto, para isso, é necessário que a pessoa que o programou defina e conheça a plataforma que pretende atacar. Por exemplo: um vírus para Windows não deve funcionar no Linux ou em um Mac. Por este motivo, é altamente improvável que o hacker tivesse conhecimento do sistema operacional utilizado pelos alienígenas, que nunca antes haviam entrado em contato com a humanidade e que, ainda por cima, muito dificilmente usariam um Mac.

Malware indiscreto
Ainda no assunto dos vírus, Hollywood mostra que prefere não levar muito a sério estes softwares maliciosos. Você se lembra o que aconteceu da última vez que seu computador foi infectado? Provavelmente você só percebeu a partir do momento em que ele começou a ficar lento e dar problemas, certo? 

No cinema é diferente. Normalmente, quando há algum tipo de programa malicioso agindo sobre a máquina, o vírus é representado visualmente na tela, seja exibindo uma mensagem, seja com algum tipo de imagem. Isso vai de encontro, inclusive, à função do vírus, que é ficar escondido para causar o máximo de danos, e não se exibir para o usuário, que, ao ficar sabendo, pode combatê-lo de forma mais efetiva.

Zoom mágico
Este recurso é muito comum nos filmes e seriados de investigação policial. Uma câmera de vigilância registra imagens de um crime. Entretanto, o criminoso está longe demais do local para ser identificado corretamente. “Sem problemas!”, pensariam alguns roteiristas mais preguiçosos, “basta dar um zoom e melhorar a imagem para sabermos se o bandido tem uma tatuagem, ou algum detalhe característico que o denuncie”.

Quem já tentou ampliar uma imagem digitalmente sabe o quão problemático é isso. Existem programas que podem melhorar um pouco a qualidade, mas, de forma geral, o resultado mais comum quando se tenta aumentar determinada parte de um vídeo são pixels e mais pixels, de modo a ser impossível identificar quaisquer detalhes. 

Reprodução

Desconhecimento de informática básica
Aqui vai um dos erros mais toscos selecionados por nós. Assista ao vídeo antes e depois desça para acompanhar a explicação:


A cena é do programa de televisão NCIS, um dos mais populares shows de investigação policial dos Estados Unidos. A especialista forense Abby Sciuto constata que os servidores estão sendo hackeados. Ela, então, começa a tomar medidas para prevenir maiores danos, digitando furiosamente em seu teclado, mas não consegue ser rápida o bastante. A solução? Chamar um colega para dividir o teclado, afinal de contas, dois trabalham mais rápido que um, certo? 

Errado. Qualquer pessoa que já tenha usado um computador alguma vez na vida sabe que é impossível que duas pessoas usem o mesmo teclado ao mesmo tempo. A menos que haja uma espécie de sincronia sobre-humana entre os dois, o máximo que pode acontecer é um atrapalhar o outro.

Certamente há outros exemplos de erros mais sutis ou agressivos. Caso você tenha lembrado de falhas tecnológicas em algum filme ou série, deixe comentários abaixo da notícia.

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