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Telejogo Philco Ford - O primeiro videogame brasileiro (EU TENHO OS DOIS E NEM SABIA)

O brasileiro acostumou-se a sempre ter videogames lançados muito depois de alguns países do exterior. Ainda hoje, algumas empresas demoram anos para lançar oficialmente ou fabricar o console no Brasil, restando a nós as importações. Se está difícil agora, imagine na década de 70, quando os primeiros videogames estavam sendo inventados e era ainda mais difícil trazer produtos de fora.

Nos Estados Unidos, os primeiros videogames da “Era Pong” foram lançados em 1975. O público brasileiro sequer sabia o que isso significava; portanto, não havia um clamor por produtos do gênero. Mesmo assim, algumas empresas resolveram apostar neste mercado. Foi aí que surgiu o Telejogo.

O Telejogo Philco Ford I foi o primeiro console genuinamente brasileiro. Você deve estar estranhando uma marca de automóveis estampada em um videogame, não é? É que a Ford foi sim a dona da Philco, que depois foi vendida para a Hitachi, logo mais adiante para a Gradiente e, por fim, para a Britânia.



Mas voltando ao Telejogo, o equipamento foi lançado em 1977 e vinha com apenas três jogos instalados: Futebol, Tênis e Paredão. Um detalhe é que foram lançadas duas versões do aparelho: uma com jogos em preto e branco e outra em cores.

Não havia cartuchos; os jogos já vinham no próprio videogame. Na verdade, não passavam de versões do Pong nas quais foram acrescentadas algumas linhas para que o jogador tivesse a impressão de que eram outros esportes.

O aparelho tinha um acabamento chique para a época. Com detalhes em madeira e alumínio, trazia poucos botões: liga e desliga, treino ou jogo, canais 3 ou 4, seletor de jogo e iniciar jogo. Por dentro, uma simples placa de circuito e um chip General Instruments AY-3-8500.

Percebeu que não havia joysticks? O que ele trazia eram dois botões de girar que comandavam os palitos que rebatiam a bolinha quadrada. Por isso é que tanto o fio para ligá-lo à tomada quanto o para conectá-lo à antena da TV eram bem compridos. Assim, era possível manter distância da televisão, mas o seu oponente tinha ficar bem ao lado. O que poucos perceberam, no entanto, é que havia dois plugs nas laterais do aparelho que permitiam conectar controles externos, que infelizmente não vinham com ele. Era preciso comprar à parte.

Embora muito simples, o Telejogo era caro para a época. Em 1980, havia anúncios do console por Cr$ 1690,00, equivalente a R$ 1.980 em valores atuais.


Tele jogo II





Com o sucesso do Telejogo I, a brasileira Philco Ford se encorajou e lançou, no ano seguinte, o Telejogo Philco Ford II. Logo de cara, o console ganhou um visual mais moderno, com madeira mais clara e uma grande placa de metal com as telas de todos os dez jogos instalados no aparelho: Hockey, Tênis, Paredão I, Paredão II, Basquete I, Basquete II, Futebol, Barreira, Tiro Alvo I e Tiro Alvo II. Aliás, todos os jogos eram coloridos.

Para selecionar o que queria jogar, bastava girar um botão no console com os números relativos aos games. Além disso, havia botões para ligar e desligar, aumentar ou reduzir a velocidade da bolinha e aumentar ou reduzir o tamanho dos jogadores.

Mas o grande diferencial do Telejogo II eram os controles destacados. Embora o fio fosse permanentemente preso ao aparelho, era bem mais prático do que a primeira versão do Telejogo, que trazia os botões no próprio console. Aliás, eram bem confortáveis de jogar, uma vez que usavam pequenas alavancas em vez de botões giratórios. Isso fez muita diferença porque o jogador não ia somente para cima e para baixo, mas também para esquerda e direita e diagonais. Além disso, havia um pequeno botão vermelho para disparos nos jogos de tiro e saque no tênis. Um detalhe importante é que o Telejogo II não foi uma simples adaptação de algum console estrangeiro; o projeto era totalmente brasileiro.

O Telejogo I e o Telejogo II ficaram na memória de muitos jogadores que hoje têm mais de 40 anos. Ele foi a porta de entrada para o Atari 2600, que tinha acabado de ser lançado nos Estados Unidos e começava a chegar ao país por meio de importadores e também pelas empresas fabricantes dos clones.

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