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Invenções que são brasileiras e você não sabia

Normalmente, quando falamos em tecnologia, logo imaginamos invenções estrangeiras produzidas em países como Estados Unidos e Japão. Importar tecnologias do exterior se tornou até mesmo uma questão de status, costume herdado dos tempos coloniais e que até hoje persiste. O Brasil, no entanto, possui curiosas invenções, algumas descontinuadas por falta de incentivos, e outras que foram reconhecidas mundialmente e se tornaram essenciais ao nosso dia a dia.

O Gênio Criador reuniu algumas dessas invenções produzidas em terras brasileiras, para mostrar que em termos de tecnologia, o Brasil não fica atrás de outros países conhecidos pelas suas inovações:

Identificador de chamadas




Conhecida também por Bina, o identificador de chamadas foi inventado pelo mineiro Nélio Nicolai em 1977, em Belo Horizonte. Graças a ele, é possível visualizar quem entra em contato conosco, o que permite inclusive escolher se atendemos ou não. Apesar do pioneirismo, Nicolai só conseguiu o devido reconhecimento oficial sobre o direito de patente em setembro de 2012, após mais de 30 anos em batalhas judiciais com operadoras de telefonia.

Walkman




Sucesso absoluto até o final dos anos 90, o walkman foi inventado em 1972 sob o nome de “Stereobelt” por Andreas Pavel, alemão residente no Brasil. A ideia surgiu da vontade de ter um aparelho que possibilitasse ouvir músicas em qualquer lugar. Pavel realizou várias pesquisas, montou o equipamento e patenteou-o. Convencido da inovação registrou a patente do equipamento em 1977 e tentou vender a ideia para grandes fabricantes, mas de início recebeu diversas recusas. Em julho de 1979, a Sony colocou no mercado o Walkman, batendo recordes de vendas no mundo inteiro. Pavel passou a reivindicar e negociar os direitos sobre a invenção até 2004, quando a empresa reconheceu a sua patente e assinou um acordo com valores sigilosos até hoje.

Máquina de escrever




Embora existam diversas versões sobre a invenção da máquina de escrever, existe uma que vale a pena destacar. Em 1861, o padre paraibano João Francisco de Azevedo adaptou um piano de 24 teclas para imprimir letras em papel. Chegou a apresentá-la em alguns congressos e ser premiado pelo feito, porém, nunca conseguiu incentivo do governo imperial para levar a invenção adiante. Segundo o biógrafo Ataliba Nogueira, o padre já idoso e com problemas de saúde entregou seu projeto ao negociante norte-americano George Napoleón, que dizia ter muitos interessados na fabricação da engenhoca nos Estados Unidos. Nunca mais teve notícias do tal vendedor. Anos depois, um modelo semelhante foi apresentado por Christofer Sholes nos EUA. Em seguida, a empresa Remington comprou a ideia e comercializou o invento.

Avião




Talvez seja a mais conhecida (e reconhecida) invenção brasileira. Apesar da polêmica com norte-americanos, que atribuem o feito aos irmãos Orville e Willbur Wright, que em 1903 conseguiram lançar no ar o Flyer I, com a ajuda de uma catapulta. O feito conta apenas com uma foto como prova. Em 1906, em Paris, sob diversas câmeras fotográficas e de vídeo, Santos Dumont erguia por meios próprios o 14 BIS, passando a ser reconhecido mundialmente como o “Pai da Aviação”.

Relógio de pulso




Quem pensa que a genialidade de Santos Dumont restringiu-se apenas ao avião, vai se surpreender ao saber dessa: ele também esteve envolvido na criação da versão mais popular do relógio de pulso. Certa vez, Dumont pediu ao amigo e famoso relojoeiro francês Louis-Fronçois Cartier que transformasse seu relógio de bolso em um dispositivo que pudesse ser amarrado em seu pulso, para que pudesse visualizar melhor as horas. Logo, em 1904, Paris viu uma nova moda que se espalhou por todo o planeta.

A primeira transmissão radiofônica




Em 1893, em Porto Alegre, o padre Roberto Landell de Moura foi pioneiro da transmissão radiofônica no mundo. Outros inventores também já tinham feito testes semelhantes por meio de sinais telegráficos a curta distância, mas foi de Landell a façanha até então inédita de se comunicar com outros bairros, mais especificamente de Medianeira, onde ficava sua paróquia, ao Morro de Santa Teresa. A falta de apoio do governo e de iniciativas privadas levaram o padre a abandonar o projeto. Um ano depois, a Suprema Corte Americana dava a Nikola Testa o reconhecimento oficial pela primeira transmissão com o equipamento.

Cartão telefônico




Foi desenvolvido em 1978, pelo engenheiro da Telebrás, Nélson Guilherne Bardini. A invenção foi construída com PVC e um circuito elétrico ligado a pequenas superfícies metálicas. Apesar da inovação, o cartão telefônico só começou a ser implantado oficialmente no Brasil 14 anos depois, em 1992, durante a Eco92.

Urna eletrônica




Se hoje o Brasil possui o título de maior eleição informatizada do mundo, foi graças a uma invenção do juiz eleitoral Carlos Prudêncio e seu irmão, dono de uma empresa de informática, Roberto Prudêncio. Os dois testaram um terminal de computador destinado a votações digitais nas Eleições de 1989, na cidade de Brusque, Santa Catarina. Após receber aperfeiçoamentos nos anos 1990, chegou a ser testada em algumas cidades. O modelo foi implantado em todo Brasil com 350 mil urnas em 2000. Até hoje a urna eletrônica é objeto de estudo de diversos países que se interessaram pela tecnologia. Atualmente, o Brasil começou a implantação do sistema de voto por biometria.

Cinema 3D




Mais um caso de pioneirismo brasileiro. Em 1934, Sebastião Comparato, italiano criado no Brasil, criou dois modelos de projetores 3D e os apresentou no Rio de Janeiro. Era um pequeno equipamento que podia ser adaptado a projetores comuns e a uma tela especial. Feito isso, a imagem projetada era refletida por um espelho e criava a sensação de se passar em um espaço vazio, como se fosse um palco de teatro. A ideia foi bem aceita, e Comparato, que estudou na Faculdade de Medicina de São Paulo, chegou a receber ofertas para aprimorar o projeto no exterior. Porém, o seu desejo de criar uma invenção genuinamente brasileira o fez recusar todas as propostas. Infelizmente, o resultado ficou no esquecimento.

Painel eletrônico




A placa luminosa que exibe o número da camisa dos jogadores nos estádios, foi patenteada em 1996 pelo cearense Carlos Eduardo Lamboglia. O aparelho fez a sua estreia dois anos depois na Copa da França, sendo hoje indispensável nos jogos, principalmente para anunciar a substituição de jogadores e o placar de outros jogos que acontecem simultaneamente.

Orelhão




O conhecido orelhão foi inventado em 1970, pela designer Chu Ming Silveira (1941-1997), chinesa naturalizada brasileira e chefe do Departamento de Engenharia da Companhia Telefônica Brasileira. A Rua Sete de Abril, em São Paulo, foi palco do primeiro teste. Em 1972, gradualmente, os orelhões passaram a ser implantados em todo o país. Atualmente, a invenção de Chu Ming é encontrada em vários países da America Latina, além da própria China. Antes, os telefones públicos ficavam apenas dentro de estabelecimentos credenciados.

Escorredor de Arroz




O objeto tão comum do nosso dia a dia foi inventado em 1959 pela cirurgiã-dentista Therezinha Beatriz Alves de Andrade Zorowich, que estava cansada de enfrentar o problema do ralo da pia sempre entupido. A invenção também teve a colaboração do marido, o engenheiro Sólon Zorowich, que montou um protótipo em papel alumínio e o apresentou ao dono da empresa Trol S/A, que passou a comercializar o produto logo depois.


Abreugrafia




Apesar do nome estranho, essa invenção brasileira consiste nas radiografias, muito solicitadas pelos médicos hoje em dia. A descoberta da tecnologia foi feita pelo médico Manuel de Abreu, que pesquisou durante muitos anos uma forma de captar a imagem de órgãos do corpo humano.

As pesquisas do brasileiro começaram a das resultado em 1936, quando ele finalmente conseguiu usar chapas radiográficas para “fotografar” os pulmões. Isso, aliás, possibilitou que o diagnóstico de doenças como a tuberculose fosse muito mais rápido.

Manuel de Abreu chegou a ser cotado para ganhar o prêmio Nobel de Medicina, em 1950, mas não foi realmente agraciado com a honra. Depois de anos de trabalho, por ironia do destino, o famoso pneumologista morreu em 1962, de câncer de pulmão.


Balão estático




Outro invento brasileiro de grande representatividade foi o balão estático, daqueles coloridos e enormes que as pessoas usam para se aventurar pelos céus. O responsável pela invenção, inclusive, foi outro padre, Bartolomeu de Gusmão, que se mudou para Portugal no início do século 18.

Foi nas terras da Colônia que ele observou uma bolha de sabão e percebeu que o ar quente é mais leve que o ar exterior, fator que possibilitaria criar um veículo capaz de levitar. Em 1709, então, Bartolomeu criou a “Passarola” e a exibiu para a corte portuguesa, que se impressionou com o aparelho, movido a ar quente, que era capaz de subir há mais de 4 metros de altura.





Walkman




Se hoje em dia existe uma enorme variedade de aparelhos que permitem as pessoas escutarem música fora de casa, há muitos anos esse era um sonho distante dos amantes de um bom som. Isso porque os aparelhos que reproduziam música eram enormes e pesados, difíceis de serem tirados do lugar.

Mas, em 1979, um rádio e toca-fitas portátil foi lançado pela Sony, revolucionando de vez o mercado de eletrônicos. O que poucos sabem é que o Walkman, como foi chamado o invento, foi criado pelo alemão Andreas Pavel, naturalizado brasileiro.

Aliás quando ele anunciou sua invenção,em 1972, o aparelho era chamado de stereobelt. Após anos de brigas judiciais, o inventor e a Sony acabaram entrando em um acordo, com a empresa reconhecendo a autoria do invento.


Soro antiofídico em pó




Apesar de existiram desde o século 19, os antídotos contra veneno de cobras passaram por uma revolução nos anos 2000. Isso porque um veterinário brasileiro, chamado Rosalvo Guidolin, teve a ideia de resolver criar uma versão em pó do medicamento, com prazo de validade muito maior que suas versões líquidas e que não precisa ser mantido em baixa temperatura.

Conforme o veterinário, a nova versão desses antídotos foi pensada para atender os requisitos de transporte e armazenamento dos soros, que sempre enfrente problemas na hora de chegar até regiões mais remotas, onde costumam ser mais necessários. O produto solúvel, então, começou a ser produzido em São Paulo pelo Instituto Butantan, um dos mais importantes centros de excelência no assunto em todo o mundo.



Brigadeiro



Ahhhhh, o brigadeiro. Doce preferido de crianças e também de muitos adultos, onipresente em festas de aniversário, e 100% brasileiro.

O brigadeiro nasceu durante as eleições de 1945, quando o brigadeiro Eduardo Gomes disputou a Presidência do Brasil com Eurico Gaspar Dutra. “Brigadeiro” era um posto militar – o título do oficial mais graduado da Aeronáutica. Alguém teve a ideia de misturar leite condensado, manteiga e chocolate em pó, criando um docinho para distribuir durante a campanha de Eduardo Gomes. O doce recebeu seu nome em homenagem ao candidato. Na época, ele não ganhou a eleição, mas o brigadeiro certamente se elegeu por unanimidade no gosto do povo.



Coração artificial



A criação do coração artificial é do engenheiro mecânico brasileiro Aron de Andrade, do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (SP). Inventado em 2000, o órgão artificial é ligado ao natural e alimentado por um motor elétrico. Antes desse desenvolvimento, havia um procedimento no qual o coração natural tinha que ser retirado na operação e substituído pelo artificial – que não durava muito tempo. No molde brasileiro, porém, nada é extraído. De acordo com Andrade, as vantagens desse padrão são muitas, como tornar a própria cirurgia bem mais simples.


Papel de Fotografia



Ele é cada vez menos usado, mas continua sendo adorado! O papel de fotografia foi inventado por Conrado Wessel, pesquisador e empresário argentino naturalizado brasileiro. Ele patenteou o papel e licenciou sua patente para a Kodac Brasil. Ficou milionário.


Copo Americano



Esse copinho de vidro que vemos em vários botecos foi inventado pelo designer Nadir Figueiredo no ano de 1947. Apesar do nome, de americano não tem nada: ele só começou a fazer sucesso por ali 10 anos depois.

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