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7 sinais que você nunca notaria de que a economia está mal das pernas




O comportamento humano é algo complexo e variável, e rende inúmeros estudos interessantes. Muitas ligações curiosas podem ser feitas sobre os hábitos humanos em diferentes situações, mas é preciso que alguma pessoa muito observadora preste atenção ao seu redor.

Confira alguns sinais aparentemente sem conexão com a economia de que a situação financeira de um país não vai nada bem:


7. Infestação de pernilongos



Um dos motivos para a população de mosquitos aumentar em épocas de crise é que programas de controle desses insetos são reduzidos pelo governo. Mas há um outro motivo muito mais invisível para que isso aconteça: casas fechadas.

Casas fechadas se tornam um criadouro de insetos, com piscinas abandonadas, lajes largadas e outros locais de acúmulo de água sem receber manutenção.

Quando a economia vai mal, há um deslocamento da população para casas menores e famílias se unem para dividir as contas. Filhos voltam para a casa dos pais e duas ou três famílias passam a dividir alguns cômodos de uma casa. Enquanto isso, os outros imóveis são vendidos ou retornam ao locador, quando são alugadas. Durante esse troca-troca, imóveis podem ficar vários meses fechados.

6. Garçons e garçonetes ficam mais bonitos



Ninguém gosta de admitir, mas todos sabem que a aparência física é um facilitador de contratações. Em épocas de crise, porém, tanto os feios quanto os bonitos são demitidos igualmente, especialmente se suas habilidades profissionais não forem muito valorizadas.

Nessas situações, quem antes tinha empregos mais qualificados, acaba recorrendo a trabalhos temporários como ser garçom ou vendedor, que são funções que um rostinho bonito pode ajudar a receber uma gorjeta mais generosa ou fechar uma venda.

Quando a situação econômica do país melhora, essas pessoas voltam para seus empregos originais.

Por isso, existe o Índice Econômico de Garçonetes Bonitas, criado pelo economista Hugo Lindgren em 2009, em sua coluna na revista New York. Ele basicamente diz que quanto mais bonitos os garçons de um país, pior a situação financeira dele.

5. As gravatas ficam mais pálidas



As pessoas tendem a escolher roupas mais coloridas quando estão se sentindo bem e confiantes. Quando elas se sentem ansiosas com o estado de suas finanças, pelo contrário, elas tendem a escolher cores mais naturais e discretas.

Este comportamento foi observado em um estudo publicado em 2003 nos Estados Unidos. “Depois de se apegar a cores de roupas práticas como preto e azul marinho durante a recente recessão, vendedores e consumidores estão fazendo um estoque de cores nada discretas. A tendência é um sinal claro de que a economia está melhorando”, diz o resumo do artigo, chamado A Cor do Dinheiro.

4. Crimes passam a ser mais criativos



Todos sabem que o índice de violência urbana aumenta quando a situação econômica geral está ruim. O que surpreende, porém, é que os tipos de crimes se diversificam, e os criminosos se tornam mais criativos. Um dos crimes que mais aumenta durante épocas de vacas magras é o de sequestro de cães.

Sequestrar cachorros é fácil e rende uma boa grana, seja devolvendo o animal e recolhendo a recompensa, seja revendendo o peludo para outra família. Em tempos de recessão, o comércio de cães roubados costuma aumentar.

3. Propagandas ficam mais agressivas




Em tempos de vacas gordas, as empresas respeitam umas as outras e focam em seu público-alvo. Quando as empresas precisam desesperadamente de clientes, porém, várias atiram para todos os lados e esquecem o significado de “público segmentado”. Se for necessário reclamar dos concorrentes para tentar roubar os clientes alheios, tudo bem. O discurso pode mudar de “nosso produto é o melhor” para “o produto das outras empresas é péssimo”.

Outro fato interessante observado nos Estados Unidos durante a recessão de 2008 foi que os comerciais das forças armadas ficaram drasticamente mais agressivos. Como a carreira militar acaba atraindo quem está desempregado, nas épocas de crises as forças armadas podem se dar ao luxo de selecionar melhor quem vai poder entrar.

Compare os dois comerciais de 2002 e 2009, abaixo. O primeiro é inspirador, dizendo que apesar de difícil, o caminho para se tornar um Marine é recompensador. Já o segundo mostra praticamente uma sessão de tortura a céu aberto, com a mensagem de: “você tem certeza que quer se meter aqui?”.



2. A venda de livros românticos aumenta



Este comportamento está relacionado ao escapismo. Quando os tempos estão difíceis, todos querem escapar para uma realidade mais doce e com finais felizes. Enquanto a venda de livros em geral cai nas crises, a venda desse gênero aumenta.

1. As pessoas traem mais



Alguns podem pensar que em épocas de dificuldades financeiras os casais se unem para superar a crise juntos, especialmente porque divórcios podem custar os olhos da cara. Mas ver as contas se acumulando e conviver com a realidade do desemprego acaba diminuindo a intimidade entre o casal e causando a vontade de conhecer outras pessoas.

“É difícil para algumas pessoas se sentirem sexy quando estão com medo de perder suas casas e se já perderam o emprego. As pessoas reclamam de se sentirem distantes e desconectadas dos parceiros”, diz a pesquisadora da Universidade de Washington (EUA).

Em pesquisa realizada com 1.670 pessoas com mais de 45 anos entre os anos de 2004 e 2009, 21% dos homens e 11% das mulheres admitiram ter traído durante um relacionamento estável.

Por incrível que pareça, a traição não termina com tantos casamentos assim. 40% dos casais que passaram por essa situação relataram que conseguiram superar o problema e continuaram juntos.

Fonte: Cracked via http://hypescience.com

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